Diversas manifestações culturais apresentaram ao longo dos festejos natalinos no presépio armado pela Prefeitura de Guanambi na Praça do Feijão, ajudando a reavivar e a fortalecer a tríade da cultura popular, a fé cristã e o entretenimento social, batendo todos os recordes de visitação nestes últimos meses ao conjunto de ornamentações, tanto do presépio, como da principal praça da cidade, local onde as famílias se encontraram e celebraram com os eventos religiosos e musicais.
Após visitar algumas residências de Guanambi na noite deste sábado (03), foi a vez da apresentação do “Terno das Ciganas”, atendendo ao convite da Fundação Joaquim Dias Guimarães e da Secretaria de Educação e Cultura, diretamente da cidade de Caculé, sendo recepcionadas pelo “Terno do Sol” de Guanambi, outra variação desta vertente cultural. Vestidas, cada uma com a sua alegoria diferente, com muito brilho e adornos dourados e coloridos, as “ciganas” apresentaram com muita alegria e animação, com cânticos que remetiam para a cultura cigana e ao nascimento do Menino Deus. Falando aos presentes e emocionada com o momento, a presidente da Fundação Joaquim Dias Guimarães, a professora aposentada Nice Amaral agradeceu mais uma vez o apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, “esta é a cidade que amamos, a nossa Beija-flor, a nossa Quebra, a nossa Guainumbi, a nossa Guanambi, um povo sem cultura é um povo de história, vamos continuar a incentivar e a valorizar a cultura destes sertões”, disse. Antes das apresentações, a professora Irene falou um pouco sobre o Terno do Sol, ao tempo que a Senhora Airan, explicou o significado e relevância do Terno das Ciganas, agradecendo ainda pela receptividade do povo de Guanambi para uma das mais belas representações culturais da cidade de Caculé.
Tendo a honra de segurar o estandarte do Terno, a Secretária Municipal de Educação e Cultura, a professora Maristela Teixeira Cavalcante expressou a sua emoção ao se pronunciar aos presentes: “Imensurável a beleza e a riqueza cultural desta apresentação, parecíamos estar em outro tempo ao depararmos com estes cânticos e esta energia maravilhosa que aqui sentimos”, disse. Os Ternos de Reis é uma tradição trazida pelos primeiros portugueses desde os tempos imemoriais da colonização, com o primeiro registro no sertão da Bahia feito em 1880, com o relato do escritor e engenheiro Teodoro Sampaio (1855-1937), no livro “O Rio São Francisco e a Chapada Diamantina”.
